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Cosmo Percepção

Clara Lins

Sabará/MINAS GERAIS
Ouça a descrição da obra pela(o) artista
Português
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Cosmo Percepção (2026), de Clara Lins, é uma vídeo-arte nascida de uma pesquisa sobre tecnologias ancestrais e sobre as confluências entre corpo, espaço-tempo e vivência. A obra parte da cosmopercepção como prática de existência em que nada se sustenta isoladamente: o indivíduo transforma o espaço e é atravessado por ele, enquanto o território, vivo, carrega memórias, marcas e forças. O corpo observa e é observado, toca e é tocado, revelando uma pele em confluência, sem fronteira rígida entre o eu e o que o cerca. Esse encontro também acolhe as fragilidades de ambos, marcados pelas violências de uma lógica que separa, hierarquiza e transforma a terra em mercadoria e a vida em consumo. Reconhecer essas camadas feridas nos torna mais humanos e reais. Cosmo Percepção propõe viver por inteiro essas travessias e perceber o ambiente como presença viva, em uma tentativa de reaprender a existir com gosto e em relação saudável com esse outro corpo-ambiente.


CRÉDITOS ARTÍSTICOS
Concepção e criação: Clara Lins
Direção: Clara Lins
Realização: Clara Lins
Captação de imagem: Clara Lins
Montagem e edição: Clara Lins

Colaboração no processo criativo:
* Rafael Ferner: indicação do local de realização.
* Robson Ferreira: provocação dramatúrgica.
* Heloísa: provocação conceitual.


Cosmo Percepção (2026), by Clara Lins, is a video artwork born from research into ancestral technologies and the confluences between body, space-time and lived experience. The work draws on cosmoperception as a practice of existence in which nothing stands alone: the individual transforms space and is traversed by it, while the territory, itself alive, holds memories, marks and forces. The body observes and is observed, touches and is touched, revealing a skin in confluence, with no rigid boundary between the self and its surroundings. This encounter also embraces the fragility of both, marked by the violence of a logic that separates, ranks, and turns land into commodity and life into consumption. Acknowledging these wounded layers makes us more human and more real. Cosmo Percepção invites us to fully inhabit these crossings and to perceive the environment as a living presence, an attempt to relearn how to exist with pleasure and in a healthy relationship with this other body-environment.

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